23 de janeiro de 2010

Relações Conturbadas


"Mulher ao Espelho"  -  Pablo Picasso 1932

Apesar de infelizes experiências anteriores, muitos se queixam que sempre fazem sempre a escolha do mesmo tipo de parceiro ou parceira, isso pode estar em fatos da infância que nos impulsiona através do subconsciente, esta pode ser uma das causas. Mudam de pessoa, mas não de problema ou sempre encontro pessoas agressivas, dizem alguns, é muito difícil escolher um bom parceiro, é a queixa de outros.

O primeiro passo para sair desse círculo vicioso e construir relações felizes é analisar esse padrão de escolha, resignificando isso.


Quando se inicia uma relação sempre parece que será promissor, mas sem demora a pessoa revela-se causando a desilusão, mas porque dessas repetições? Algo que parece insolúvel. Muitas vezes a conseqüência disso é retrair-se e evitar novos encontros com medo do sofrimento. Parece acontecer como na música de Chico Buarque, chamada “Sob Medida”, diz a letra: “Se você crê em Deus, encaminhe para os céus uma prece. E agradeça ao Senhor, você tem o amor que merece.”

Nossas escolhas se moldam em experiências na tenra infância, desde recém nascido, as chamadas experiências emocionais primárias, assim cria-se a personalidade e modelos internos, os pais tem influência primordial e a mãe é a inicial, é a base de onde se formarão esses parâmetros, é a forma de como irão ocorrer a aceitação ou a rejeição, o modo de amar e ser amada e sua posição em relação a sociedade, se otimista, pessimista, agressiva ou amorosa, o pai por sua vez tem muita importância também, para as meninas é o primeiro homem de sua vida, seu oposto mas seu complemento, há necessidade de carinho e afeto do pai para sentir que pode ser querida, amada e desejada. Assim formarão imagens mentais sadias de um ser masculino bom e afetuoso, isso ajudará na escolha de bons parceiros.

Por exemplo, um pai ausente ou agressivo contribui para um padrão interno mal resolvido e provavelmente surgirá o círculo vicioso de se escolher parceiros agressivos, é o caso da mulher que repetidamente escolhe parceiros agressivos, ela provavelmente tem um aspecto masculino agressivo reprimido ou que desconhece isso é projetada no parceiro escolhido, e, enquanto detém toda a doçura e delicadeza, seu próprio aspecto agressivo fica no outro e ela pode vivê-lo sem culpa.

Para romper esse círculo vicioso primeiramente deve ser observado que a responsabilidade não é do outro, não se iludir, pois, em todo início de relação as pessoas mostram o que há de melhor em sua personalidade e fazem tudo para agradar o outro ao máximo, há o encantamento, mas com o passar do tempo começa aparecer as diferenças entre os parceiros até então semelhantes, sentimentos como ciúmes, raiva e intolerância. Nesse momento deve-se refletir, “Se algo se repete, deve ser problema meu; eu sou responsável pelo meu bem-estar, se o meu padrão de escolha se repete, há algo interno, inconsciente, me impulsiona, para a separação, o sofrimento, ou o papel de vítima.”

Assim conseguimos, sem culpar o outro identificar o que nos agride: estamos projetando o agressor interno, nosso lado destrutivo. Isso nos ajuda a romper antes que o temido e o esperado aconteçam novamente, não devemos, porém, sentir culpa pela escolha errada. É algo inconsciente, o problema está em permanecer na situação doentia e destrutiva.

Felizmente, a psique tende a naturalmente crescer e amadurecer.

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