O Medo


Sentimento natural e primário o medo faz parte da vida, é algo instintivo à todos. Diante a uma ameaça ao seu bem-estar pessoal, mas quando é persistente e prejudica a rotina deve ser observado e tratado.

Esse medo constante, anormal, causa ansiedade por conta do estado de antecipação mental de algo que deva ser enfrentado, que pode ser hipotético ou caso seja real, a pessoa amplifica seu peso e consequências supervalorizando suas possíveis consequências.

Com esse medo constante podem ocorrem gama de mudanças físicas e mentais e o medo exagerado ou irracional se torna prejudicial.

Com isso medo interfere diretamente na felicidade do indivíduo, enfraquecendo o seu senso de segurança, sua capacidade de agir normalmente e baixa a autoestima.

Os tipos de medo

O medo faz parte da vida, mas é prejudicial a cronicidade desse sentimento, perturbando o equilíbrio de vida da pessoa.

Por ser comum a todos os seres humanos, existem vários tipos de medo, sendo assim, saber qual é o tipo de medo mais ocorre com Você pode ajudar para o autoconhecimento e para um tratamento quando necessário.

Os tipos mais comuns são: morrer, solidão, falar em público, avião, lugares altos, escuridão, sangue, ambiente fechado, tempestade, animais, adoecer, injeção, multidão entre outros.

Há outros menos comuns e específicos como medo de ponte, palhaço, cadáver, tecnologia, estes são os mais raros mas ocorrem.

O Medo é Aprendido

Todos nós vamos vivenciar o medo em algum momento, os seres humanos e os animais possuem reações inatas certos estímulos, como ruídos inesperados ou altos. Esses estímulos podem variar de uma pessoa para outra, mas alguns tipos de medo são mais frequentemente vistos na maioria das pessoas.

Novos medos são frequentemente aprendidos todos os dias. O contato com os estímulos indutores de medo associados com objetos ou eventos que normalmente não são assustadores podem causar novos medos.

Seus Efeitos no Cérebro

Durante a resposta a um perigo eminente é envolvido áreas diferentes do nosso cérebro. Mas há uma glândula essencial no processamento do medo, a amígdala cerebral.

Quando se está em situação de perigo, a amígdala envia sinais excitatórios para outras áreas do cérebro, assim, é possível garantir a atenção dessas áreas.

Há um estudo interessante sobre uma mulher portadora da doença de Urbach-Wiethe, uma condição que resulta no enrugamento e endurecimento de partes do cérebro, nesse caso, partes de sua amígdala tinham sido afetadas, sendo assim, ela não sentia medo quando se deparava com casas assombradas, grandes aranhas ou cobras venenosas, mas ela experimentou grande medo quando solicitada a inalar dióxido de carbono, gás asfixiante.

Com esta pesquisa chega-se à conclusão que fatores externos perigosos não desencadeiam resposta de medo, mas ameaças à saúde interna podem causar, isso se deve ao fator de sobrevivência.

O Medo e os Efeitos Emocionais e Físicos

Esse instinto nos permite a continuar vivos, promove a sobrevivência por nos afastar de situações prejudiciais, perigosas ou mesmo fatais quando nos faz desencadear respostas de luta ou fuga, é importante e útil.

Nas situações de medo se experimenta a percepção aprimorada do espaço e tempo, os sentidos da visão, olfato e audição aumentam também, o coração e os pulmões trabalham mais rápido, as narinas se expandem para absorver melhor o ar, o sangue circula melhor nas regiões mais importantes como coração, pulmão e cérebro. Proporciona ao indivíduo o amento da chance de sobrevivência a uma situação perigosa.

Com isso a pessoa é afetada emocionalmente e fisicamente, pode ocasionar traumas psíquicos e físicos. Durante, após ou quando se recordar da situação que ocasionou o medo a pessoa pode ter alguns desses sintomas: paralisia temporária, arritmia cardíaca – batimento irregular do coração, tontura, desmaio, engasgar, náuseas entre outras.

Efeitos psíquicos podem ser como pensamentos perturbadores, perda do foco, confusão, ansiedade, raiva, desamparo entre outras.

Esses sintomas podem aparecer também quando a pessoa se recorda do trauma sofrido anteriormente.

O Medo como doença

É fundamental haver equilíbrio desse sentimento para se viver de forma saudável. O medo constante se torna doença, afetando a saúde emocional e mental.

A vida é repleta de situações boas e ruins, rompimentos, perdas e fracassos, mas quando se torna um comportamento obsessivo se torna doença, provocando baixa estima que pode se transformar em depressão.

Outras condições que são afloradas são: ansiedade generalidade, fobias especificas, obsessões e compulsões, paranoia, esquizofrenia entre outras patologias.

Existe uma diferença entre medo, que é uma resposta emocional a uma ameaça real ou percebida e fobia é parecida com o medo, mas a ansiedade presente nesse sentimento é muito mais alta que acaba interferindo na vida da pessoa, portanto, o medo intenso característico da fobia geralmente é desproporcional à ameaça real daquilo, prejudica a vida social e afetiva do indivíduo, pois acaba evitando locais e situações por conta da fobia, a iminência de que algo ruim pode acontecer.

O medo é inato a nós todos, é essencial para criar alertas em situações de emergência, é indispensável para a sobrevivência da espécie. Mas o seu excesso se torna patológico e deve ser tratado, a Terapia ajuda a averiguar e elaborar, trabalhar, esse sentimento.