9 de novembro de 2017

Ansiedade

A ansiedade é um mecanismo de defesa do ser humano e, quando bem dosada, permite que a pessoa se prepare antecipadamente para determinada situação. Sem ela, o indivíduo ficaria totalmente vulnerável aos perigos e ao desconhecido. Porém, ao mesmo tempo em que a ansiedade pode ajudar na preparação e até estimular a ação, ela também pode paralisar e impedir a reação.

Quando a ansiedade surge repentinamente, em momentos em que não há nenhum risco real ou quando é desproporcional à situação vivida no momento, ela pode ser considerada patológica. Os distúrbios de ansiedade são o tipo mais comum de distúrbios psiquiátricos.

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é o tipo mais amplo de ansiedade. Uma pessoa é diagnosticada com TAG quando apresenta pensamentos ansiosos por pelo menos seis meses, acompanhada por sintomas físicos e prejuízos no dia a dia.

No Transtorno de Ansiedade Generalizada, o indivíduo se preocupa antecipadamente e de forma desproporcional, sendo que esta preocupação geralmente está associada a situações que podem nem ser reais. Pessoas que sofrem de TAG sentem que as preocupações não acabam, passando de um problema para outro e se preocupando excessivamente com eles.

Pessoas que sofrem de TAG apresentam os seguintes sintomas:

  • Preocupações constantes sobre todas as coisas
  • Incapacidade de se livrar das preocupações, mesmo sabendo que a ansiedade é mais intensa do que a situação exige
  • Medo excessivo de ser criticado, humilhado e julgado
  • Falta de capacidade para controlar os pensamentos e preocupações
  • Dificuldade para lidar com imprevistos e incertezas
  • Necessidade de controlar tudo e todos
  • Planejamento em excesso
  • Tendência a sempre esperar que o pior aconteça
  • Hábito de encontrar outro problema imediatamente após se livrar de uma preocupação
  • Incapacidade de relaxar
  • Dificuldade de manter a concentração e o foco
  • Dificuldade para dormir e manter o sono, porque a mente fica muito ativa
  • Tensão, dor de cabeça, rigidez muscular ou dores no corpo constantes
  • Sentimento de inquietação
  • Problemas de estômago, náuseas, diarreia e fadiga
  • Tremedeira, sudorese, taquicardia e falta de ar.

Transtorno de Ansiedade Generalizada
 e Inteligência Emocional
A ansiedade está totalmente ligada às emoções como alegria, medo, tristeza e raiva, podendo deixar uma pessoa ansiosa em segundos, especialmente se não souber como lidar com esses sentimentos. Ter consciência de suas emoções e entender como elas interagem com seus pensamentos e comportamentos é fundamental para não perder o controle e acabar desencadeando uma crise de ansiedade.

É necessário sair do automático e fazer com que esses mecanismos de defesa do corpo se tornem uma escolha. Se você deseja controlar sua ansiedade, é fundamental desenvolver consciência sobre sua vida, seus pensamentos e emoções.
Você tem alguns desses sintomas ou foi diagnosticado com TAG? Podemos conversar e elaborar essas questões e, outras envolvidas, com a Análise e outras terapias em conjunto podemos elaborar os sintomas de TAG, informações: WApp 11 985222560, Marcelo M. Psicanalista.

5 de outubro de 2017

Sinal de Baixa Auto-Estima: O Apego A Bens Materiais

O desejo de ter uma vida confortável e livre de preocupações financeiras é o ideal de desejo mas quando há a vontade exagerada de possuir equipamentos eletrônicos de ultima geração, caras grifes de roupas, produtos e servições luxuosos, em que muitas vezes fogem da realidade do individuo, denota uma questão seria: baixa auto-estima.

Crianças e adolescentes estão mais vulneráveis a este mal dos tempos modernos, segundo estudos da American Academy Pediatrics, que supervaloriza o consumismo e preza a exclusividade, assim de acordo com os pesquisadores, a baixa autoestima é um fator essencial no apego aos bens materiais.


A alta valorização de suas posses é muito maior em crianças com baixa autoestima do que em outras confiantes, "Possuir coisas é um amuleto no reforço da autoestima. Os bens materiais ajudam a neutralizar a ansiedade e as inseguranças que sofremos em diferentes graus no dia a dia. Quanto mais temos, desencadeamos nas pessoas sentimentos que misturam admiração e inveja. E este é o componente principal do narcisismo", explica o psicólogo Cláudio Vital.


Valores invertidos

O estudo aponta que o apego a bens materiais, como brinquedos, dinheiro e artigos esportivos é mais valorizado que estar com os amigos, ter sucesso nos esportes ou ajudar o próximo, entre as faixas de 8 a 9 anos e 12 e 13 anos, mas cai a a partir dos 14 anos, quando os motivos para a diminuição da autoestima estão mais relacionados ao período de transformações do corpo e valorização social entre amigos. "Um indivíduo que consegue ter sucesso passa a ser visto como alguém com capacidade superior e por isso ganha o respeito do grupo. Assim, os bens se tornaram a base para a aprovação e para a autoestima", analisa Claudio Vital.

De acordo com o profissional, este comportamento explica o motivo para que tantas pessoas busquem desesperadamente mostrar sinais de riqueza aos outros, ainda que não possuam recursos. Segundo o médico, o comportamento demonstra pouco desenvolvimento pessoal e imaturidade.

Prevenção contra o narcisismo

Especialistas são unânimes em eleger o consumismo como um dos grandes vilões da vida moderna. Além de instabilidade financeira, o mal pode interferir na saúde psíquica das pessoas, levando os indivíduos a um quadro depressivo. De acordo com especialistas, os cuidados para evitar o dano devem começar ainda na infância. Ensinar as crianças que não podem ter tudo evita que elas venham a se tornar adultos narcisistas.

Segundo o psicanalista, é comum ceder aos caprichos dos filhos e confundir a atitude com amor. No entanto, ele alerta que as crianças, na verdade, pedem atenção e reconhecimento dos pais, ou seja, algo que pode ser dado de forma natural e que não gera gastos. Orientar e demonstrar carinho ajuda a desenvolver a autoconfiança e consequentemente aumenta a autoestima, segundo o profissional. A manutenção do narcisismo das crianças vai refletir na vida adulta. Educar é a melhor prevenção para não se formar um adulto arrogante e com ego inflado.

Deseja conversar? Está passando por algo assim? Sou Psicanalista e atendo em Santo André, região do ABC Paulista, com fácil acesso. Vamos conversar e agendamos o melhor momento para Você: (11) 985222560 ou mmagoga@live.com 

20 de janeiro de 2017

Depressão: o que é isso?

A depressão é um mal, uma doença, que afeta o humor da pessoa, deixando-a durante boa parte do dia e quase todos os dias com uma sensação de tristeza e incompetência, perde o interesse pelas atividades que costumava apreciar, tem cansaço crônico, ou seja, sensação de sono e cansaço constantes sem ter feito nada que justifique entre outros sintomas.

Infelizmente é um distúrbio bastante comum nos dias de hoje e que pode afetar qualquer pessoa. Ao contrário do que muitos pensam, a depressão não é sinônimo de fraqueza ou fracasso, e também não é apenas um sentimento de tristeza. Muitas pessoas se sentem tristes e dizem estar deprimidas, popularmente dizem estar "deprê" porém, a depressão é uma tristeza mais intensa e permanente, mais do que a tristeza passageira a qual todos estamos sujeitos que é a sensação passageira de melancolia.

Alguns exemplos de fatores que podem desencadear a depressão

- Estresse e estilo de vida, trabalhar em demasia sem horários para descanso ou lazer

- Histórico familiar, familiares que tiveram comprovadamente depressão

- Uso de drogas, álcool e alguns medicamentos
                         
- Determinados acontecimentos tais como doenças, morte, acidentes, separações conjugais

Alguns dos principais sintomas

- Tristeza profunda, muitas vezes sem motivo algum

- Desesperança, sensação de incompetência, sente-se incapaz de fazer uma atividade que realizava com facilidade

- Perda de interesse na vida e nas atividades que costumava realizar

- Cansaço crônico sem causa

- Dificuldade para se concentrar

- Variação no apetite que pode ser o excesso ou a falta

- Sono excessivo ou insônia

- Agressividade pode ocorrer ou passividade

- Ostracismo, vontade de não se socializar, de não sair ou ter contato com pessoas

- Descuido com a aparência e a higiene pessoal até a falta- Ideação suicida desde a idealização ate a tentativa nos casos mais graves

A depressão é uma doença curável se tratada adequadamente, em muitos casos pode ser acompanhada apenas por um Psicanalista e em outros mais graves onde há a ideação ou tentativas de suicídio, sintomas psicóticos, entre outros, é necessário um tratamento conjunto com um psiquiatra, o qual receitará medicamentos.

A ida ao Psiquiatra não se retira a importância do acompanhamento de um Psicanalista, pois o remédio por si só não cura, apenas ameniza os sintomas. É preciso investigar as causas e para isto, as sessões de psicoterapia são essenciais.

A depressão é como a ilustração desse texto, a pessoa "vê" tudo cinza e seus atos são subestimados por si, tem perda do prazer das pequenas coisas até pela vida. Procure um profissional Psicanalista e também praticar atividades físicas e caminhar ao ar livre ajudam muito no tratamento além de convivo social saudável.

Vamos conversar sobre? Agende seu melhor momento: (11) 985222560 Marcelo M. Psicanalista. 

6 de dezembro de 2016

Eu Quero Ser Feliz - 6 Conselhos de Dr. Tal Ben-Shahar

Objeto de estudo de psicologia da Universidade de Harvard nos Estados Unidos, curso ministrado pelo Professor de Psicologia Dr. Tal Ben-Shahar, pode nos dar a ideia da importância que tal estado emocional tem em nossa vida atualmente.

Esse assunto abstrato é estudado pela psicologia do Doutor Shahar que a define como “a ciência da felicidade” e de fato diz que a alegria pode ser aprendida como por exemplo uma pessoa aprende a jogar golfe ou a andar de bicicleta, ou seja, com técnica e prática.

Para o Professor não é preciso ser perfeito para levar uma vida mais rica e mais feliz, o segredo parece estar em “aceitar a vida tal como ela é”, assim “o libertará do medo e do fracasso e das expectativas perfeccionistas”, preconizado em seu best-seller mundial “Being Happy”.

Mas será que alguma vez temos felicidade suficiente? O Professor explica: “é precisamente a expectativa de sermos perfeitamente felizes que nos faz ser menos felizes”.

Aqui estão os 6 conselhos principais do professor para ajudar as pessoas a se sentirem felizes:

1. Perdoe seus fracassos. E mais: festeje-os! “Assim como é inútil se queixar do efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível tentar viver sem emoções negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a felicidade e o bem-estar. Aceitando as emoções negativas, conseguiremos nos abrir para desfrutar a positividade e a alegria”, diz o especialista. Aceitar a vida como ela é o libertará do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas.

2.Não veja as coisas boas como garantidas, mas seja grato por elas.  Agradeça sempre mas de alma, agradeça honestamente. Coisas grandes ou pequenas. “Essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e sempre estarão aqui têm pouco de realista.”

3.Pratique algum esporte. Para que isso funcione, não é preciso malhar numa academia até se cansar ou correr 10 quilômetros por dia... Pratique algum exercício suave, como caminhar em passo rápido por 30 minutos diários, para que o cérebro secrete endorfinas, essas substâncias que nos fazem sentir-nos “drogados” de felicidade, porque na realidade são opiláceos naturais produzidos por nosso próprio cérebro, que mitigam a dor e geram prazer. A informação é do corredor especialista e treinador de Easyrunning Luis Javier González.

4. Simplifique, no lazer e no trabalho. “Precisamos identificar o que é verdadeiramente importante e nos concentrar sobre isso”, propõe Tal Ben-Shahar. Já se sabe que quem tenta fazer demais acaba conseguindo realizar pouco, e por isso o melhor é se concentrar em algo e não tentar fazer tudo ao mesmo tempo. O conselho não se aplica apenas ao trabalho, mas também à área pessoal e ao tempo de lazer: “É melhor desligar o telefone e se desligar do trabalho nessas duas ou três horas que você passa com a família”.

5. Aprenda a meditar. Esse hábito simples combate o estresse. Doutora Mirian Soubirana, da Universidade de Barcelona, escritora e professora de meditação e Mindfulness, assegura que “no longo prazo, a prática regular de exercícios de meditação ajuda as pessoas a enfrentar melhor as armadilhas da vida, superar as crises com mais força interior e ser mais elas mesmas baixo qualquer circunstância”. Ben-Shahar acrescenta que a meditação também é um momento conveniente para orientar nossos pensamentos para o lado positivo; embora não haja consenso de que o otimismo chegue a garantir o êxito, ele lhe trará um grato momento de paz.

6. Treine uma nova habilidade: a resiliência. A felicidade depende de nosso estado mental, não de nossa conta corrente. Concretamente, “nosso nível de felicidade vai determinar aquilo ao qual nos apegamos e a força do sucesso ou do fracasso”. Isso é conhecido como Locus de Controle, ou “o lugar em que situamos a responsabilidade pelos fatos” – um termo descoberto e definido pelo psicólogo Julian Routter em meados do século 20 e muito pesquisado com relação ao caráter das pessoas: os pacientes depressivos atribuem seus fracassos a eles próprios e o sucesso a situações externas à sua pessoa, enquanto as pessoas positivas tendem a pendurar-se medalhas no peito, atribuindo os problemas a outros.

Mas assim perdemos a percepção do fracasso como “oportunidade”, algo que está muito relacionado à resiliência, conceito que se popularizou muito com a crise e que foi emprestado originalmente da física e engenharia, áreas nas quais descreve a capacidade de um material de recuperar sua forma original depois de submetido a uma pressão deformadora. “Nas pessoas, a resiliência expressa a capacidade de um indivíduo de enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e situações potencialmente traumáticas, e recuperar-se, saindo delas fortalecido e com mais recursos”, diz o médico psiquiatra Roberto Pereira, diretor da Escola Basco-Navarra de Terapia Familiar.

Acrescentaria algo mais: "liberte sua criança interior", viva sem sofrer pelo futuro, não cometa o erro de que ser responsável é ser uma pessoa preocupada.

E Você acrescentaria mais? Gostou ou não do texto? Procurei adaptar e resumir um pouco, encontrei em uma antiga revista e achei interessante mas já tratei desse assunto aqui nesse texto onde resumi também um texto que encontrei na internet.