Dia de Finados

O Dia de Finados, Dia dos Fiéis Finados, conhecido também como Dia dos Mortos ou simplesmente Finados, se trata de um feriado religioso, dedicado a orações e homenagens aos que já se foram, a palavra “finados” significa algo que finou, findou, acabou ou morreu.

No Brasil o Dia de Finados faz parte de um costume católico e consiste em visitar as sepulturas dos entes queridos que já morreram e enfeitar seus túmulos com flores. As pessoas também acendem velas por suas almas e rezaram por eles no cemitério.

No México, o Dia de Finados, é conhecido como "Día de los Muertos", é comemorado de uma maneira mais festiva e colorida que a brasileira. As celebrações duram cerca 3 dias e as pessoas zombam da morte enfeitando as ruas e organizando desfiles.

Os mexicanos acreditam que as almas dos que já se foram visitam seus parentes nessa data e é costume também ter altares decorados dentro das casas, enfeitam com flores, caveiras de papel machê, retratos das pessoas mortas e pequenas oferendas.

Mas por que em 2 de Novembro?


Conforme registros históricos, a tradição foi instituída pela Igreja Católica no século 10 e diz que os vivos devem interceder pelas almas que estão no purgatório esperando a purificação.

Mas, o costume é mais antigo do que se imagina. Desde o século 2, ao que tudo indica, já se tem indícios de cristão que rezavam por seu falecidos, visitando os túmulos dos mártires e pedindo pelos que já morreram.

Aos poucos, então, a Igreja Católica foi aderindo ao costume e no século 5 já era costume dedicar um dia do ano para rezar por todos os mortos, especialmente pelos quais não tinham família e ninguém se lembrava de pedir por suas almas.

Mas, o a escolha do dia 2 de Novembro como a data oficial para celebrar o Dia de Finados só foi feita mesmo no século 13. Os responsáveis pela Igreja escolheram o dia por suceder o Dia de Todos os Santos, comemorado em 1º de Novembro.

Dia de Finados e outras Religiões


Mas, esse tipo de culto aos mortos não é uma exclusividade do catolicismo, quase todas as religiões, desde a pré-história, contam com um dia específico dedicado à memória dos mortos.

Os Celtas, por exemplo, por acreditarem na continuação da vida após a morte; reuniam-se em suas casas no dia 1º de Novembro para homenagear e evocar os que já partiram.

Nos países de religião budista, como na Tailândia, os mortos também são homenageados por meio de procissões, músicas e desfiles de máscaras. No Japão, por outro lado, é costume fazer uma oferenda de arroz e algas para que as almas dos mortos sejam alimentadas.

No caso do protestantismo, no entanto, a data não é comemorada. Os protestantes não acreditam na existência do purgatório, como a Igreja Católica, e não têm o hábito de orar pelos mortos.

O Espiritismo, na visão de seus seguidores, os espíritas, visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem da pessoa querida, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho, a lembrança dedicada aos "desencarnados", nada há de solene comparando-se aos demais dias. Para os espíritas, o espírito, ou alma, agora desencarnada, não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar.



Lembrar e sentir saudade é algo saudável e importante para uma vida psíquica equilibrada, claro que, quando se torna um sentimento atormentador ou obsessivo, que causa angústia, deve-se procurar aconselhar-se com pessoas próximas e ajuda profissional.

Enfim, o Dia dos Finados é, em suma, um dia de lembranças saudosas e agradecimentos para aqueles que nos foram importantes de alguma forma, deixando-nos seus conhecimentos e saudades.

O Riso do Coringa

Lançado nos cinemas este ano, o filme Coringa, que é uma personagem vilão dos filmes do Batman, possui características e comportamentos, bem peculiares, foram plenamente exploradas nesse filme.

Aspecto da personagem Arthur Fleck, que prefere o nome de Coringa, sobrevive como comediante em um clube noturno na lendária Gotham City, quase que sempre com a voz embargada, que reluta a sair muitas vezes e olhar assustado, ou ansioso, deixa repentinamente literalmente explodir uma risada aguda e forçada, algo perturbador e incontrolável.

Essas risadas explosivas e histéricas o acompanham na rotina de volta para casa, em uma cena no metrô à noite, ainda vestido de palhaço, ele presencia o assédio de três rapazes sobre uma mulher, daí acontece esta explosão de riso, mas então, esses jovens creem que seja uma afronta e partem para surrá-lo, quando ele reage puxando um revólver e atirando contra eles.

O que acontece com o Coringa é sim uma doença, mas claro que várias outra características de sua personalidade não tem a ver com a patologia em questão, pois parece além de sofrer dessa doença, Epilepsia Gelástica, possui outras psicoses graves.

Para lidar com os sintomas deste tipo raro de Epilepsia, Fleck faz uso de vários medicamentos, visitas de uma assistente social e escreve um diário para exprimir suas angústias cotidianas.

Mas o que é Epilepsia Gelástica?


Esta epilepsia caracteriza-se por episódios do tipo "gelásticas", uma palavra derivada do grego "Gelastikos" que significa riso. Um pouco mais comum em meninos que meninas, forma rara de epilepsia, acomete cerca de 1 a 2 crianças a cada 1000 que sofrem de epilepsia, um pouco mais comum em adultos com idade superior a 20 anos, é aproximadamente um total de 0,02% das pessoas que portam algum tipo de epilepsia.

Este riso descontrolado e involuntário é apenas um sintoma de uma série de outras condições médicas e que no caso da personagem interpretado pelo ator Joaquin Phoenix pode ser uma crise da epilepsia em questão.

A característica marcante do riso descontrolado deste sintoma convulsivo, geralmente aparece em momentos inadequados e não tem relação com felicidade ou alegria do paciente, mas sim mais com o estresse e desmotivação e implica em vários outros sintomas subjacentes como culpa e depressão por conta das inconvenientes explosões de riso.

Umas das causas prováveis é tumor no hipotálamo, geralmente de pequeno porte, conhecido por hamartoma hipotalâmico, mas pode ter outras causas como tumores nos lobos frontal ou temporal do cérebro por exemplo.

Pode ser tratada com medicação ou mesmo cirurgia, geralmente há sucesso com as medicações, deixando o paciente com uma vida sem esses ataques, podendo desaparecer. Requer tratamento multidisciplinar, pois a vida psíquica do paciente é amplamente prejudicada além de sua vida social.

Há ainda outras condições patológicas pseudobulbares, conhecidas como incontinência afetiva, que podem resultar em episódios de riso e choro, muito mais comum em idosos com doenças neurodegenerativas graves.

A Violência


No filme é explícita a violência do Coringa, mas não há vínculo algum com quem sofre desse mal e tais comportamentos.

A personagem sofre distúrbios psíquicos graves provavelmente implicados por sofrimentos e abusos durante a sua vida familiar.

O filme causa polêmica por provável apologia à violência, mas vale o desconforto que causa e nos faz refletir sobre tal assunto e outros tão importantes quanto. Tire suas conclusões.

Seu Brilho Irrita Aqueles Que Vivem Na Escuridão

Querer compartilhar o brilho de seu coração pode incomodar quem vive infeliz, é uma pena, na verdade, que querer alguém para ser feliz com a sua felicidade possa acabar desligando o seu brilho.

Mas, você precisa saber que nesta vida há aqueles que são essencialmente luz e iluminam sem cegar e aqueles que cegam com toxicidade. Essas últimas pessoas são, além disso, o símbolo daquilo que nos subjuga e nos entorpece quando buscamos mais apoio.


Esse tipo de pessoa, lembre-se, não precisa de você em sua vida e isso também não beneficia você. Especialmente porque os amigos se aquecem quando há pesar, mas também sabem comemorar quando há metas e motivos.
Como Carl Gustav Jung disse:"a solidão não vem de não ter ninguém ao nosso lado. Esse sentimento é experimentado principalmente quando temos alguém conosco que desliga nossas forças, que nos ofusca com sua atitude." 


Pessoas Tóxicas 

O brilho e a escuridão são parte da natureza, então os dois tipos de pessoas que identificam as duas coisas coexistem, comunicam e às vezes se contaminam. Esta é precisamente a razão pela qual é fácil encontrar pessoas que vivem na escuridão e incomodá-las pelo brilho que vem da luz que você emite.

Não é que seu brilho seja desagradável, é que algumas pessoas precisam roubá-lo para se sentirem melhor porque em suas almas existe o mal e em suas veias inveja, muita inveja. 

Você conhece aqueles cogumelos que parecem ótimos, mas não são comestíveis? Pois acontece a mesma coisa que com eles: eles se aproximam de você fazendo você acreditar que eles estarão lá e no momento da verdade eles envenenam. 

Se você pensar sobre isso, alguém que não está feliz com suas conquistas, não está amando você e isso é o mais importante. 

Assim, estudos como o realizado pelo Dr. Carl Sellinger, da Universidade do Texas, apontam que essas presenças tóxicas são pessoas difíceis. Perfis que pouco a pouco usam seu poder sobre nós para tirar a autoestima, nossas forças e motivações para ficar sob o controle deles.

Ser Feliz Eis A Questão! 

Nós amamos compartilhar boas notícias com pessoas que conhecemos. 

Gostamos de dividir nossas emoções positivas, conquistas e metas com quem é significativo para nós. E fazemos isso através de redes sociais, por telefone, por e-mail, com músicas ou de mil maneiras que nos vêm à mente. 

É por isso que não entendemos a insatisfação de alguns gestos que desaprovam que somos assim, pois esperamos um sorriso em retorno, um abraço, um “é fantástico, parabéns”. 

Isso nunca aconteceu com você? Nesses momentos, o brilho que trazemos torna-se invisível e a emoção decai quando não se encontra uma resposta confortável. 


Além disso, quando isso é repetido muitas vezes, concluímos que a felicidade é contagiosa, mas apenas para aqueles que se deixam infectar: ​​às vezes acontece que a sua paz interior causa desconforto nos outros e isso não tem nada a ver com você, mas sim com gestão das emoções da outra pessoa. 

Continue brilhando com sua luz pessoal e não permita que uma escuridão que não seja sua invada seu espírito.

VIVER! Por Sócrates

Sócrates, foi um grande Filósofo grego, nascido na cidade Alópece, em 469 a.C. e falecido em Atenas em 399 a.C., Filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga. Conhecido como um dos fundadores da filosofia ocidental, é até hoje uma figura enigmática, conhecida principalmente através dos relatos em obras de escritores que viveram mais tarde, especialmente dois de seus alunos, Platão e Xenofonte, bem como pelas peças teatrais de seu contemporâneo Aristófanes. Muitos defendem que os diálogos de Platão seriam o relato mais abrangente de Sócrates a ter perdurado da Antiguidade aos dias de hoje.

Ele mudou a história da Filosofia, deu a ela um inédito caráter prático, moral e ético. Com ele a filosofia se transformou como que num manual para tornar melhor a vida de todos nós. Para nos ajudar a enfrentar as adversidades e nos aprimorarmos interiormente.

Sócrates é formidável em suas reflexões sobre vários dilemas da vida e neste texto é sobre a presunção. Sabe aqueles momentos que você está se achando o rei do universo e olha para o espelho com admiração apaixonadamente sobre o que vê, quando você começa a acreditar que é uma prova viva da existência de Deus, pois bem, é tempo de entender o que Sócrates diz sobre.

“Tudo o que sei é que nada sei”. Esta frase pronunciada por Sócrates no auge de sua vida, é uma reflexão sobre a arrogância da história da humanidade e foi proferida aos seus admiradores como Platão e Xenofontes.

Nenhum outro pensador se igualou a ele, mas Sócrates jamais escreveu um único livro. Suas ideias e atitudes foram transmitidas à humanidade sobretudo pelas obras de seu discípulo Platão, Sócrates é o personagem principal dos textos de Platão.


VIDA SIMPLES


Sócrates reuni um número extraordinário de virtudes, possuía uma vida simples, dizia: “Quanto menos desejos você tem, mais perto está dos deuses”. Sêneca, o estóico romano, diz em seus escritos que Sócrates não se deixava perturbar pelos bens materiais, procurara desfrutar deles se os tinha e abstinha-se deles sem sofrimento se os perdia.

Um homem corajoso na vida e na morte, que combateu em algumas guerras de Atenas, a cidade que o fez ser o gigante e depois o matou. Recebeu condecoração por bravura. Há registros de resistência invulgar em seus dias de guerreiro: andava de pés descalços e sem casaco sob temperaturas baixíssimas.

 “Case-se” recomendava ele a todos. Possuía um além do mais senso de humor. “Ou você encontra uma boa mulher e vira um homem feliz ou acha uma megera e se transforma num filósofo”. Xantipa, sua mulher, era reconhecidamente insuportável e mesmo assim tiveram três filhos.

Atenas era uma cidade em pleno esplendor na era de Sócrates, a Guerra do Peloponeso, quando Atenas foi derrotada por Esparta, selou a sorte de Sócrates. Atordoada, humilhada, a cidade procurou culpados por sua derrocada.

EXEMPLO PARA A POSTERIORIDADE

Acusado de corromper a juventude com suas ideias, Sócrates foi condenado a tomar cicuta por um tribunal ateniense. Seus discípulos armaram uma fuga, mas se recusou. Caso agisse como um covarde, então seu exemplo não teria valor para a posteridade, seria um exemplo totalmente distinto do que ele era de fato. Para ser Sócrates ele sabia que tinha que pegar o copo que seu carrasco lhe passaria e tragar seu conteúdo com gloriosa tranquilidade.

Sua morte está registrada num clássico da literatura universal: Fedon, de Platão. No momento da execução do suicídio imposto ele consolou os discípulos, que estavam todos devastados. Lembrou a um deles que tinha uma dívida que devia ser paga. Pediu instruções ao homem incumbido de dar-lhe veneno, para evitar problemas na execução.


Pronunciou, prestes a tomar a cicuta, palavras que o jovem Platão tornaria eternas: “Chegou a hora de partir, vocês para a vida, eu para a morte. Qual dos dois destinos é melhor, só os deuses sabem”.